where you can't smell a thing you watch your feet for cracks in the pavement
up above aliens hover making home movies for the folks back home
of all these weird creatures who lock up their spirits drill holes in themselves and live for their secrets
they're all uptight uptight
i wish that they'd swoop down in a country lane late at night when I'm driving take me on board their beautiful ship show me the world as I'd love to see it
i'd tell all my friends but they'd never believe they'd think that I'd finally lost it completely
i'd show them the stars and the meaning of life they'd shut me away but I'd be all right all right
"Agarra-te à tua intuição, companheiro que nasceste seduzido pela Lua que altera tua vida com impulsos inumeráveis e te converte tantas vezes em um ser extravagante e incompreendido pelos outros. Pois eu te compreendo tanto, e te estendo a mão, vamos embora.
Vamos de mãos de dadas, mulher morena de lua, tu também, vamos cantar uma canção antiga que leve o Sol às charcas doloridas. Porque este será um tempo de decisões difíceis. Vai pela tua intuição, mas vai com jeito, vai no rumo da entresssombra, vai no rigor do orvalho, a arma do amor no punho. Veste alguma coisa vermelha (que não seja emprestada) muda uns móveis de lugar, planta depressa uma árvore, não importa que seja em jardim alheio, e verás florescer a alegria, cotidiana e fresca, com a segurança, serena em seu poder, de que o povo um dia vencerá. O verão te é propício a descidas da montanha, mas devagar, antes que o teu canto seja o da multidão, como é preciso. Guarda-te da atração que sobre tua fronte lunada exerce Leão.
Os astros mais oblíquos, em geral adversos, de pronto unânimes, te sugerem viagem pela América, a nossa. Vale a pena, Câncer, companheiro, porque vais encontrar, na flor de tua rebeldia despertada, a bela há tanto tempo adormecida no bosque. E guarda bem, e aprende, esta data: 8 de outubro, o dia inteiro. Cuidado! "
(Thiago de Mello)
inicia-se um ciclo que por questões temporais e outras mais, não de meu conhecimento, me envolvem e eu tenho que tirar proveito disso.
quinta-feira, 26 de março de 2009
"There is comfort right in the eye of the hurricane, just to make it easier on you. You are gonna have to find out for yourself."
Sei que existo em plena solidão, por isso me alisto na escola do perdão. E da luz que brilha dessas páginas sinto Jesus que enxuga as minhas lágrimas. E depois ele pega a minha mão e me leva com seu doce sorriso para um tempo que fica muito antes, mas muito antes da expulsão do paraíso. Sei que existo todas as manhãs numa eterna-moderna felicidade. Com Jesus Cristo nas Bodas de Canaã para todo sempre, para toda eternidade.
Sou o que sou porque sou da legião dos iluminados e dos escolhidos. Sou o que sou porque sou da religião dos humilhados e dos ofendidos.
Yeshua Bem Joseph, Jesus, filho de José, para Leon Trotsky foi a primeira grande revolução da humanidade, talvez a maior, pois era a igualdade do homem perante Deus. Vestido de púrpura no Sermão da Montanha, ele disse: “Amai-vos uns aos outros, os primeiros serão os últimos, os últimos serão os primeiros.” Ele ressuscitou Lázaro, seu amigo. Ressuscita uma menina, e diz: “Menina, levanta.” Em aramaico é “Talita cumi”.
Antes de morrer e ressuscitar ele mergulhou na terrível angústia do desespero da derrota e diz: “Pai, pai, porque me abandonaste?”. Ele dizia: “Para perdoar o inimigo, para amar o inimigo.”
Mas ele também dizia: “Se alguém fizer mal a algum destes pequeninos que me acompanham, melhor seria que amarrasse uma pedra ao redor de seu pescoço e os jogasse no fundo do mar.”
O Brasil, um país-continente, com 30 milhões de crianças abandonadas, a maior nação católica do mundo, não estará pecando contra Yeshua Ben Joseph?
Quando ele chegou ao lado da mulher adúltera e enfrentou os linchadores que com pedras nas mãos queriam linchar de acordo com a lei sectária e dogmática da lei mosaica aquela mulher adúltera, ele ficou ao dela, dentro de um círculo, e encarando os linchadores, disse: “Atire a primeira pedra aquele que dentre vós nunca pecou.”
Sempre quis um amor que falasse que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse Que quando dormisse ressonasse confiança no sopro do sono e trouxesse beijo no clarão da amanhecice.
Sempre quis um amor que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice entre menino e senhor uma cachorrice onde tanto pudesse a sem-vergonhice do macho quanto a sabedoria do sabedor.
Sempre quis um amor cujo BOM DIA! morasse na eternidade de encadear os tempos: passado presente futuro coisa da mesma embocadura sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas cuja rede complexa do pano de fundo dos seres não assustasse.
Sempre quis um amor que não se incomodasse quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor que não se chateasse diante das diferenças.
Agora, diante da encomenda metade de mim rasga afoita o embrulho e a outra metade é o futuro de saber o segredo que enrola o laço, é observar o desenho do invólucro e compará-lo com a calma da alma o seu conteúdo.
Contudo sempre quis um amor que me coubesse futuro e me alternasse em menina e adulto que ora eu fosse o fácil, o sério e ora um doce mistério que ora eu fosse medo-asneira e ora eu fosse brincadeira ultra-sonografia do furor, sempre quis um amor que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor que acontecesse sem esforço sem medo da inspiração por ele acabar.
Sempre quis um amor de abafar, (não o caso) mas cuja demora de ocaso estivesse imensamente nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor com definição de quero sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não à constituição dos séculos que diz que o "garantido" amor é a sua negação.
Sempre quis um amor que gozasse e que pouco antes de chegar a esse céu se anunciasse.
Sempre quis um amor que vivesse a felicidade sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso e que suas estórias me contasse.
é sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar.
é sempre bom lembrar que o ar sombrio de um rosto está cheio de um ar vazio, vazio daquilo que no ar do copo ocupa um lugar.
é sempre bom lembrar, guardar de cor que o ar vazio de um rosto sombrio está cheio de dor
é sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar. que o ar do copo ocupa o lugar do vinho, que o vinho busca ocupar o lugar da dor. que a dor ocupa metade da verdade, a verdadeira natureza interior.
uma metade cheia, uma metade vazia. uma metade tristeza, uma metade alegria. a magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
é sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar.
Olha que palavras sábias eu ouço falar por aí... (Imagem no topo do blog: "Estudo para árvore da vida", de Sérgio Oliveira Eugênio. Poema lado direito: Alice Ruiz)